Na Bahia, MST planta Arvores e Alimentos em Homenagem aos 21 Sem Terras Assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás

Na Bahia, MST planta Arvores e Alimentos em Homenagem aos 21 Sem Terras Assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás

Por Coletivo de Comunicação do MST/Bahia

Em homenagem aos 21 Sem Terras assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) plantou arvores e alimentos de forma agroecológica no município de Mucuri, localizado na região do Extremo-sul da Bahia.

O plantio ocorreu durante esta sexta-feira (16/04), no Assentamento Lagoa Bonita (popularmente conhecido como Quilombo II), a atividade foi realizada de forma coletiva obedecendo as normas da Organização Mundial de Saúde – OMS, as famílias usaram mascaras, álcool em gel, e respeitaram o distanciamento social. Ao todo foram plantadas 20 Hectares de produção diversificada.

Segundo Paulo Cesar – Dirigente regional do MST no extremo-sul do estado, foram plantados alimentos saldáveis para pôr na mesa dos trabalhadores, “nós estamos hoje, também, plantando muitas arvores em protesto ao que aconteceu há 25 anos. O Massacre de Eldorado do Carajás que até hoje os assassinos estão impunes”.

“Nesse momento de uma conjuntura difícil, estamos vendo um governo genocida, onde muitas pessoas estão morrendo por conta da pandemia e esse mesmo governo que não cuidou da pandemia, cuida de atacar os Movimentos Sociais e produzir na mídia social, acusações ao povo, “à luta do povo trabalhador, à luta do povo Sem Terra, mas nós não nos curvamos, nós resistimos, e resistimos plantando arvores, resistimos produzindo alimentos, resistimos fazendo roças coletivas, resistimos combatendo a pandemia, mas resistimos também, para que a classe trabalhadora continue de pé fazendo luta, e lutamos incansavelmente para derrotar esse governo Bolsonaro, esse governo genocida,” argumenta Paulo Cesar.

Para Lucinéia Durães – Dirigente Nacional do MST pelo estado da Bahia, essa foi uma atividade da jornada da resistência, a jornada em protesto ao Massacre de Eldorado do Carajás e ao mesmo tampo, um gesto pela vida, pela humanidade, pela humanização, neste momento em que mais de 360 mil pessoas perderam a vida e quase 20 milhões de pessoas já estão vivendo em situação de fome.

“Então o MST está plantando na Brigada Aluízio Alexandre, hoje, 20 hectares de alimentos, para que a gente possa estar em mais este ato, contribuindo com a nossa sociedade”, afirma Lucinéia.

Durante todo o mês de abril, as famílias Sem Terra estarão plantando arvores, realizando atos de solidariedade, protestando contra o governo genocida de Jair Bolsonaro e mantendo a resistência em toda a Bahia.

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